terça-feira, 6 de junho de 2017

História da censura em Portugal - Século XIX

          Com a Revolução de 1820, Portugal passa de uma monarquia absoluta para uma monarquia liberal. O número de jornais quintuplica devido à liberdade de imprensa, pois, “uma vez no poder, os governos liberais empenharam-se em abolir a censura a livros e periódicos (1821) para proclamar e efetivar a liberdade de palavra e de imprensa e para estimular a livre discussão a todos os níveis e sobre quase todos os assuntos” (FRANCO 1993).
            A Constituição de 23 de setembro de 1822 vem defender a liberdade de imprensa, podendo-se manifestar opiniões sem censura prévia, mas tendo atenção aos possíveis abusos determinados por lei.
            Com o Setembrismo, a revolução de setembro de 1836, os democratas juntamente com os membros da burguesia e os comerciantes, aliaram-se às classes baixas contra os grandes proprietários e os grandes burgueses ligados ao grande comércio estrangeiro, defensores do ideário cartista. Irá durar até 1842, passando pelo regime ditatorial de Passos Manuel, o programa político de Sá de Bandeira e por Rodrigo Pizarro e por conde do Bonfim. Costa Cabral fica com a pasta da Justiça, o mesmo que em 1842 viria a promover um golpe para restaurar a carta de lei (1821). Aplica o regime político de direita em 1842, conhecido como Cabralismo.
            Em 1850, a Lei da Rolha é aprovada, mesmo com “um manifesto público subscrito por Garrett, Herculano, Latino Coelho e Lopes de Mendonça, em nome da liberdade de pensamento.” [1]


[1] Instituto Superior de Ciências Empresariais e Políticas. “Governo de Costa Cabral (1849-1851)”. [online] http://www.iscsp.ulisboa.pt/~cepp/governos_portugueses/cabralismo/costa_cabral_1849-1851.htm (acedido a 31 de maio de 2017).


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