terça-feira, 6 de junho de 2017

História da censura em Portugal - O Século XX e o "Estado Novo"



             Desde a revolta de 21 de janeiro de 1891 até 1910, o regime monárquico foi continuadamente descreditado. Embora este tenha respeito pelas regras do liberalismo, começam a despontar cada vez mais adeptos da república. A 5 de outubro de 1910 é implementada a República em Portugal, onde os jornais tiveram um papel decisivo.
            Com o decreto de 28 de outubro de 1910, é implementada a primeira lei da imprensa da República. Esta diz que passa a ser proibida a censura independentemente da forma e da autoridade, com consequências de despedimento e de multa. É legislado ainda o monopólio da imprensa, que impede que um editor tenha o mesmo cargo em mais que um jornal.
            A censura volta ao país com a Primeira Guerra Mundial, restringindo a liberdade de imprensa. Esta vai manter-se até fevereiro de 1919, voltando ao decreto de 28 de outubro de 1910.
            É reinstaurada no governo de Gomes da Costa em 1926, no contexto da Ditadura Militar. A 22 de junho é estabelecida a censura à imprensa, cujos jornais não podem sair sem que sejam presentes exemplares no Comando-Geral da GNR.
            Com a Constituição de 1933, define.se que existirão leis especiais que irão regulamentar o exercício da liberdade de pensamento. Tentam justificar afirmando que é uma forma de evitar que os princípios fundamentais da organização da sociedade sejam atacados. Regula-se a fundação de jornais a 14 de maio de 1936.
            Em 1944 o Secretariado Nacional de Informação passa a gerir o organismo da censura, que estava sob alçada de António de Oliveira Salazar. Com o célebre “lápis azul”, a censura tomava vários graus de severidade, pois os grupos eram constituídos de forma muito heterogénea.
            De 1968 a 1974, Marcello Caetano mantém a censura, com novas orientações e com a sua própria lei da imprensa.

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