Após o 25 de Abril, houve
um crescimento de publicações de natureza partidária. Lutou-se pelo controlo de
empresas jornalísticas e no dia 14 de Março de 1975 nacionalizou-se os
principais títulos da imprensa diária.
O exercício da censura
causa incómodo e perplexidade nos dias de hoje. A autocensura, atualmente, tem
exatamente como equivalente funcional o silêncio. Por vontade própria, por
subordinação hierárquica ou devida a meios encobertos colaterais (Machado,
2002. P. 495).
Existe liberdade de expressão e de
imprensa inscrita, desde o século XVIII, nas declarações fundadoras dos
direitos, liberdades e garantias (1776 e 1789).
É necessário compreender
o grau de autonomia do jornalismo. Posteriormente, a autonomia do meio e do
próprio jornalista. A imprensa, com a pressão política e cortes na publicidade,
muitas vezes cede às agências de informação que fornecem notícias já prontas.
Do ponto de vista do jornalista, a precariedade pode levá-lo a não difundir
determinada informação ou coibir-se de investigar por receio de consequências.
Também
é preciso compreender a natureza do Estado, o sistema dos partidos políticos, o
padrão das relações entre interesses económicos e políticos, e o
desenvolvimento da sociedade civil (Hallin e Mancini, 2010).
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