terça-feira, 6 de junho de 2017

História da censura em Portugal: após a Revolução dos Cravos – do 25 de Abril de 1974 até 2016



Após o 25 de Abril, houve um crescimento de publicações de natureza partidária. Lutou-se pelo controlo de empresas jornalísticas e no dia 14 de Março de 1975 nacionalizou-se os principais títulos da imprensa diária.
O exercício da censura causa incómodo e perplexidade nos dias de hoje. A autocensura, atualmente, tem exatamente como equivalente funcional o silêncio. Por vontade própria, por subordinação hierárquica ou devida a meios encobertos colaterais (Machado, 2002. P. 495).
            Existe liberdade de expressão e de imprensa inscrita, desde o século XVIII, nas declarações fundadoras dos direitos, liberdades e garantias (1776 e 1789).
É necessário compreender o grau de autonomia do jornalismo. Posteriormente, a autonomia do meio e do próprio jornalista. A imprensa, com a pressão política e cortes na publicidade, muitas vezes cede às agências de informação que fornecem notícias já prontas. Do ponto de vista do jornalista, a precariedade pode levá-lo a não difundir determinada informação ou coibir-se de investigar por receio de consequências.
            Também é preciso compreender a natureza do Estado, o sistema dos partidos políticos, o padrão das relações entre interesses económicos e políticos, e o desenvolvimento da sociedade civil (Hallin e Mancini, 2010).

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