terça-feira, 6 de junho de 2017

Reflexão - Alexandra Pagarim

     Através desta unidade curricular, foi possível compreender de uma forma mais clara a história contemporânea e dos media. Apercebi-me da importância que a história contemporânea tem no nosso dia-a-dia, para conseguirmos questionar as informações e as imagens com que somos confrontados.
     A criação de um blog foi um desafio, pois encontrava-se fora daquilo que eu considerava um instrumento de trabalho. Tenho agora como referência para o futuro mais uma ferramenta para aplicar e mostrar os meus conhecimentos, trabalhos e projetos.

Reflexão - Catarina Felício



            A realização deste blogue foi muito importante para compreender a necessidade de existir mais espaços com informações credíveis sobre temas como este.
            Sinto que a realização do mesmo foi muito vantajosa para a nossa aprendizagem porque é preciso ter outro tipo de organização.
            O processo de desenvolvimento do tema foi muito complicado mas ao mesmo tempo gratificante, pois, ao longo desse processo aprendemos as regras indispensáveis para ter um bom produto no final.
             A minha maior dificuldade foi a realização do plano de trabalho porque como já referi é essencial respeitarmos e seguirmos determinadas regras para ter um bom planeamento e sucessivamente um bom produto. Em relação ao conteúdo do tema, tive dificuldades em filtrar toda a informação existente sobre o mesmo.
            Concluindo, relativamente aos outros trabalhos realizados como por exemplo, as biografias sinto que foi pertinente para nós, conhecer a história de vida de mulheres importantes na história de Portugal.

Biografias - Catarina Felício



Introdução

O tema deste trabalho vem do livro “100 Portuguesas com História”, de Anabela Natário. O livro contém biografias de mulheres importantes nos séculos XVIII, XIX e XX. No início desta unidade curricular, fiquei de analisar três biografias.
E posto isso, escolhi uma das biografadas para construir um produto audiovisual. As biografadas que fiquei de analisar, foi Maria Bárbara do século XVIII, Guiomar Torresão do século XIX e Catarina Eufémia do século XX.  
            Depois de analisar as três biografias, foi necessário escolher uma das biografadas. Eu optei por Guiomar Torresão pela história de vida que levou e pelo marco importante que deixou em Portugal, ao lutar pelos direitos das mulheres, o que me deixou muito interessada em saber mais sobre a mesma.  
Em relação às outras duas biografias, não optei pela biografada Maria Bárbara, por ser do século XVIII e já existir algumas biografadas desse século e não optei pela Catarina Eufémia por existir muitas dúvidas à volta da sua história e existir muita informação para filtrar.  



Maria Bárbara
Madalena Bárbara Xavier Leonor Teresa António Josefa nasceu em Lisboa, a 4 de Dezembro de 1711 e faleceu em Aranjuez, a 27 de Agosto de 1759. No dia 19 de Janeiro de 1729 entregou-se ao reino vizinho a infanta
Maria Bárbara, em troca da princesa espanhola Mariana Vitória.
Maria Bárbara tornou-se esposa do rei Fernando VI e Rainha Consorte de Espanha e influenciou o destino dos países. Filha do rei João V de Portugal e a esposa do mesmo era arquiduquesa Maria Ana da Áustria. Maria Bárbara era conhecida como a “gorda” e apresentava deficiências físicas que eram visíveis. Fez a sua última viagem em solo português e estreou, antes de se instalar em Elvas, o Palácio de Vendas novas. Barbará era culta, alegre, interessada por dança e artes, até tocava e compunha música. Por iniciativa própria, aceitou a proposta de Portugal para o fim das disputas nas Américas. No seu testamento fala no marido com crescente amor. 

Contextualização Histórica
Como já conseguimos perceber Maria Bárbara nasceu no século XVIII e na época contraiu, simultaneamente com o irmão José, Príncipe do Brasil, um matrimónio político. No caso foi combinado um matrimónio duplo com filhos de Filipe V de Espanha, destinado a melhorar as relações entre as duas coroas ibéricas após a Guerra da Sucessão Espanhola

Catarina Eufémia
 
Catarina Efigénia Sabino Eufémia nasceu a 13 de Fevereiro de 1928 em Baleizão, Beja. Catarina foi uma camponesa portuguesa que se tornou num símbolo da luta contra a ditadura e na sequência de uma greve de empregados rurais foi assassinada a tiro pelo tenente Carrajola da GNR, no dia 19 de Maio de 1954. Aos vinte e seis anos, já tinha três filhos, um dos quais de oito meses. Ofereceu resistência ao regime Salazarista, acabando por ser um ícone da resistência no Alentejo. Muitos dos autores dedicaram-lhe poemas entre outras coisas. Projetada num universo que não é seguramente o seu, com ela reforça-se o papel cultural e político hegemónico que o PCP quis controlar e perpetuar na história da resistência ao regime. O nome de Catarina está gravado na longa história do nosso partido, é do nosso Partido, ela é uma vítima da resistência antifascista e um símbolo da coragem na luta sem tréguas contra a ditadura, pelo pão, pelo trabalho, pela liberdade e pela democracia em Portugal.

Contextualização História
            Catarina Eufémia pertenceu ao século XX, na época lutava-se pela liberdade e pela democracia em Portugal. Existia tendência para a revolta, onde a população de Beja já tinham sofrido na pele os abusos da velha Guarda Municipal do tempo do rei Pedro IV, rebaptizada por GNR um ano mais tarde.

Guiomar Torresão – Produto Audiovisual
               
Entrevista de rádio

CATARINA
Bem começamos com este instrumental fantástico.
Agora vamos passar para um momento de entrevista sobre uma escritora muito importante no século XIX, aqui na rádio PACF.
Para este momento, teremos connosco Filipe Madeira que nos irá falar sobre a escritora.

CATARINA

Bom dia Filipe.

FILIPE
Bom dia Catarina.

CATARINA

Bem, o que nos tens para contar sobre Guiomar Torresão?

FILIPE
Guiomar Delfina de Noronha Torresão, nasceu no dia 26 de Novembro de 1844 e faleceu a 22 de Outubro de 1898.  
Foi uma escritora portuguesa, apesar de nunca ter frequentado a escola ou ter tido instrução primária, também contribuiu em diversas publicações e defendeu os direitos das mulheres, não achas isto impressionante? Afinal foi uma figura que lutou pelos vossos direitos.
CATARINA
É bastante impressionante sem duvida Filipe, que grande mulher!
Mas que mais nos podes contar sobre ela?

FILIPE
Bem, ela foi jornalista e tradutora, os seus trabalhos incluem, além da escrita de romances, escreveu também sob os pseudónimos Delfim de Noronha, Gabriel Cláudio, Roseball, entre outros. Em 1869 publicou Uma Alma de Mulher, primeiro romance, reimpresso numa revista.
A sua experiência de vida fez com que se preocupasse, primeiramente com a educação da mulher e com a defesa do direito ao trabalho, apesar de também se preocupar com a dependência económica.
 A escritora dizia a quem a criticava por não desistir da emancipação feminina, que de nada servia poder eleger os políticos se se tivesse fome.
Em 1870, a editora e feminista Presciliana Duarte de Almeida lança a revista literária A Mensageira, onde Guiomar escreveu que «o feminismo é a causa mais intuitivamente lógica e mais importante para o aperfeiçoamento e engrandecimento da humanidade, que o século XIX leva à solução do século XX»
Em 1868, nas páginas do jornal A Voz Feminina, fundado por Emília Maia, Guiomar não se cansou de defender a igualdade dos sexos.
E continuou como colaboradora mesmo quando a sua direcção passou a ser assumida pela feminista Francisca de Assis Martins Wood e o cabeçalho do jornal passou a ostentar a frase «A mulher livre ao lado do homem livre». Essa foi umas das muitas publicações periódicas as quais deu o seu contributo.
Destaca-se também a colaboração como escritora em O Mundo Elegante (semanário editado em Paris). Em 1873, é publicado o segundo livro Rosas Pálidas o qual a escritora dedica ao pai.
Ainda na adolescência procura forma de ganhar dinheiro e começa a dar aulas em casa, ensinando francês, língua imprescindível nesses tempos de influência francófona e dá instrução primária.
Posteriormente lança-se na escrita de artigos para jornais, tentando fazer da intervenção cultural um modo de vida, assinando com pseudónimos como Delfim de Noronha, entre outros.
Foi uma entre as poucas que se individualizaram na luta por um ideal. Lançou o primeiro livro, aos vinte e três anos, uma comédia num acto, chamado de O Século XVIII e o Século XIX, levado à cena no Teatro D. Maria II.
Em 1875 nos livros Meteoros existem textos publicados e em 1881 No Teatro e na Sala, cujo prefácio é da autoria de Camilo Castelo Branco (escritor consagrado).
Guiomar Torresão foi a única mulher entre o grupo de fundadores da Associação dos Jornalistas e Escritores Portugueses.

Contextualização

FILIPE
Na época em que viveu os direitos das mulheres não existiam em Portugal. Os homens cultos como, Oliveira Martins, Guerra Junqueiro, Ramalho Ortigão e Eça de Queirós desprezam as mulheres intelectuais, principalmente aquelas que lutavam pela independência do sexo feminino e pela educação.

Mas, Guiomar Torresão respondeu – lhes à letra, principalmente no Almanaque das Senhoras, que fundou e dirigiu durante quase três décadas.
Em 1853, foi viver para Lisboa com a mãe Maria Pinto depois de a sua vida dar uma grande reviravolta com a morte do pai José Torresão, nesse mesmo ano é proclamado Pedro V, de dezasseis anos.

CATARINA
Realmente existem factos impressionantes sobre Guiomar Torresão, que impressionante não fazia ideia.

FILIPE
Sim é verdade Catarina, até eu fiquei impressionado quando investiguei a história desta figura importante num séc XIX.


                              CATARINA
Bem, assim terminamos esta emissão.
Muito obrigada filipe, foi muito importante conhecermos a história desta grande mulher e excelente escritor.

FILIPE
Não tens de agradecer, para mim é um prazer falar sobre estes temas fantásticos.
CATARINA
Quanto aos nossos ouvintes, espero que tenham gostado desta emissão. O resto de bom dia.

Conclusão


             Através deste trabalho, conseguimos compreender que a censura faz parte da nossa história há vários séculos, e que tem influenciado a vida da população nos contextos político, social e religioso.
            É necessário perceber que a censura foi estando presente de uma forma incerta, sem nunca desaparecer completamente, deixando vestígios até aos dias de hoje.
             Concluímos que a mesma é vista como algo negativo e que impede a liberdade pessoal, mas também é utilizada para censurar certas atitudes consideradas censuráveis.

           Por fim, foi essencial conseguirmos compreender como é que a censura atou nos séculos passados e como continua a actuar nos dias de hoje.

Reflexão - Alexandra Pagarim

     Através desta unidade curricular, foi possível compreender de uma forma mais clara a história contemporânea e dos media. Apercebi-me d...