Introdução
No âmbito da unidade curricular de
História Contemporânea e dos Media, foi proposto pela professora a leitura de
três biografias do livro “100 Portuguesas com História, de Anabela Natário. Contém
pequenas biografias de várias mulheres do século XVIII, XIX e XX. Depois de
lidas, procedeu-se a escolha de uma das biografias para a criação de um produto
audiovisual.
Escolhi a biografia de Cândida
Branca Flor, por aparentemente ter tido uma vida por quase todos desejada, mas
a realidade ter sido outra. Por ser do século XX, foi possível encontrar vídeos
da artista. Optei por fazer uma montagem audiovisual com o resumo da sua
biografia.
As outras biografias que li foram as
de Leonor de Távora, do século XVIII, e de Antónia Adelaide Ferreira, do século
XIX.
Leonor
de Távora
Leonor Tomásia de Távora nasceu a 15
de março de 1700. Teve uma educação católica, aprendeu línguas, matemática,
equitação e dança. Tinha consciência da sua posição social. Era a sexta
condessa de São João da Pesqueira e terceira Marquesa de Távora, título por
direito próprio. Aos vinte anos passa a tomar conta dos bens e dos negócios dos
Távoras juntamente com a sua mãe. Pertenceu à corte de Corte de D. João V.
Casou com Francisco, Conde de Alvor,
de quem teve treze filhos, mas apenas quatro sobreviveram. Acompanhou-o quando
este foi nomeado vice-rei da Índia de Goa em 1750.
Foi condenada à morte a 13 de
janeiro de 1759, por considerarem que era a principal instigadora do atentado
contra José I.
Antónia
Adelaide Ferreira
Nasceu a 4 de julho de 1811 em Godim,
perto de Peso de Régua. Casou por conveniência e ficou viúva com dois filhos
aos trinta e três anos, herdeira de uma fortuna. Sozinha gere os negócios e
trata dos filhos.
Esteve em Espanha e em Londres.
Volta para Portugal para tomar novamente conta dos negócios, novamente casada,
com Silva Tores. Com cinquenta e sete
anos, comprou o excesso de produção de vinho da região e armazenou-o. Quando as
vinhas foram dizimadas, foi a única a negociar com os ingleses.
Morreu octogenária, mais rica do que
nascera, a 26 de março de 1896. O testamento da Ferreirinha foi respeitado.
Após a sua morte, os filhos criaram a Companhia Agrícola e Comercial dos Vinhos
do Porto, uma das primeiras sociedades anónimas em Portugal.
Guião
– Cândida Branca Flor
Cândida Maria Coelho Soares nasceu a
12 de novembro de 1949 em Beja.
Em 1974 ela e o marido, Emanuel
Rosado, tentam entrar no mundo da música. Entregaram
uma cassete numa editora da qual nunca obtiveram resposta.
Conheceu
António Avelar de Pinho e Nuno Rodrigues, com quem gravou o álbum “Coisas do
Arco da Velha” em 1976. Tenta entrar no mundo do jazz mas o marido não permite,
querendo continuar na música ligeira.
Gabriel Cardoso surge na vida do
casal dando-lhes as primeiras noções da vida artística. Emanuel torna-se agente
artístico, gerindo a carreira da mulher. Muda-se a roupa e o penteado.
Dão concertos de terra em terra,
conhecem o país e outros interpretes de música popular portuguesa. Adotou o seu
nome artístico, cândida branca flor, de uma música que cantou com a Banda do
Casaco, “Romance de Branca Flor”. Apresentou ainda com Júlio Isidro o programa
infantil “Fungagá da bicharada”, participando também na banda sonora.
Em 1979 entra no festival da canção
com a música “A Nossa História de Amor”, considerada uma rampa de lançamento
para artistas. Volta a entrar no festival da canção em 1982 com “Trocas
Baldrocas” e em 1983 com “Vinho do Porto”, juntamente com Carlos paião.
Perto do ano 2000, afirma que a vida
de artista é saturante e desanimadora. Sente-se rodeada de gente interesseira,
não consegue manter os negócios e já sem o marido que tratava da sua carreira,
entra numa depressão.
Semanas
antes de morrer, diziam que parecia ter ganho uma nova vida. Gravou um álbum
novo e tinha contratos agendados. Cometeu suicídio a 11 de junho de 2001.
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