terça-feira, 6 de junho de 2017

Biografias - Alexandra Pagarim



Introdução

            No âmbito da unidade curricular de História Contemporânea e dos Media, foi proposto pela professora a leitura de três biografias do livro “100 Portuguesas com História, de Anabela Natário. Contém pequenas biografias de várias mulheres do século XVIII, XIX e XX. Depois de lidas, procedeu-se a escolha de uma das biografias para a criação de um produto audiovisual.

            Escolhi a biografia de Cândida Branca Flor, por aparentemente ter tido uma vida por quase todos desejada, mas a realidade ter sido outra. Por ser do século XX, foi possível encontrar vídeos da artista. Optei por fazer uma montagem audiovisual com o resumo da sua biografia.

            As outras biografias que li foram as de Leonor de Távora, do século XVIII, e de Antónia Adelaide Ferreira, do século XIX.


Leonor de Távora

            Leonor Tomásia de Távora nasceu a 15 de março de 1700. Teve uma educação católica, aprendeu línguas, matemática, equitação e dança. Tinha consciência da sua posição social. Era a sexta condessa de São João da Pesqueira e terceira Marquesa de Távora, título por direito próprio. Aos vinte anos passa a tomar conta dos bens e dos negócios dos Távoras juntamente com a sua mãe. Pertenceu à corte de Corte de D. João V.
            Casou com Francisco, Conde de Alvor, de quem teve treze filhos, mas apenas quatro sobreviveram. Acompanhou-o quando este foi nomeado vice-rei da Índia de Goa em 1750.
            Foi condenada à morte a 13 de janeiro de 1759, por considerarem que era a principal instigadora do atentado contra José I.


Antónia Adelaide Ferreira

            Nasceu a 4 de julho de 1811 em Godim, perto de Peso de Régua. Casou por conveniência e ficou viúva com dois filhos aos trinta e três anos, herdeira de uma fortuna. Sozinha gere os negócios e trata dos filhos.
            Esteve em Espanha e em Londres. Volta para Portugal para tomar novamente conta dos negócios, novamente casada, com Silva Tores.  Com cinquenta e sete anos, comprou o excesso de produção de vinho da região e armazenou-o. Quando as vinhas foram dizimadas, foi a única a negociar com os ingleses.
            Morreu octogenária, mais rica do que nascera, a 26 de março de 1896. O testamento da Ferreirinha foi respeitado. Após a sua morte, os filhos criaram a Companhia Agrícola e Comercial dos Vinhos do Porto, uma das primeiras sociedades anónimas em Portugal.


Guião – Cândida Branca Flor

            Cândida Maria Coelho Soares nasceu a 12 de novembro de 1949 em Beja.
            Em 1974 ela e o marido, Emanuel Rosado, tentam entrar no mundo da música.    Entregaram uma cassete numa editora da qual nunca obtiveram resposta.
Conheceu António Avelar de Pinho e Nuno Rodrigues, com quem gravou o álbum “Coisas do Arco da Velha” em 1976. Tenta entrar no mundo do jazz mas o marido não permite, querendo continuar na música ligeira.
            Gabriel Cardoso surge na vida do casal dando-lhes as primeiras noções da vida artística. Emanuel torna-se agente artístico, gerindo a carreira da mulher. Muda-se a roupa e o penteado.
            Dão concertos de terra em terra, conhecem o país e outros interpretes de música popular portuguesa. Adotou o seu nome artístico, cândida branca flor, de uma música que cantou com a Banda do Casaco, “Romance de Branca Flor”. Apresentou ainda com Júlio Isidro o programa infantil “Fungagá da bicharada”, participando também na banda sonora.
            Em 1979 entra no festival da canção com a música “A Nossa História de Amor”, considerada uma rampa de lançamento para artistas. Volta a entrar no festival da canção em 1982 com “Trocas Baldrocas” e em 1983 com “Vinho do Porto”, juntamente com Carlos paião.
            Perto do ano 2000, afirma que a vida de artista é saturante e desanimadora. Sente-se rodeada de gente interesseira, não consegue manter os negócios e já sem o marido que tratava da sua carreira, entra numa depressão.
Semanas antes de morrer, diziam que parecia ter ganho uma nova vida. Gravou um álbum novo e tinha contratos agendados. Cometeu suicídio a 11 de junho de 2001.

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